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Sexta-feira, 23 de outubro de 2026 Nova matéria todo dia às 19h
Saúde

Raiva em cães e gatos: sintomas, transmissão e prevenção

Mudança brusca de comportamento e paralisia que piora são os sinais mais típicos. Veja como a raiva é transmitida e como proteger seu animal.

Por , editor Publicado em · 6 min de leitura
Cão de porte médio e gato descansando tranquilos em um quintal ao entardecer
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial.

Resumo rápido

  • A raiva é uma doença viral do sistema nervoso, transmitida principalmente pela saliva, e é fatal depois que os sinais aparecem.
  • Os sinais mais típicos são mudança repentina de comportamento e paralisia que piora com o tempo.
  • A vacinação anual de cães e gatos é a principal forma de prevenção.

Uma cachorra com raiva costuma apresentar mudança repentina de comportamento, como agressividade, agitação ou isolamento, seguida de paralisia que piora com o tempo, salivação excessiva e dificuldade para engolir. A raiva é causada por um vírus que ataca o sistema nervoso, é transmitida pela saliva e não tem cura depois que os sinais aparecem.

Antes de seguir, um esclarecimento: muita gente busca "cachorro com raiva" pensando em um cão irritado ou bravo. Esta matéria trata da doença raiva, uma zoonose grave. A boa notícia é que ela pode ser prevenida com vacina.

O que é a raiva

A raiva é uma infecção viral aguda do sistema nervoso. Ela pode atingir qualquer mamífero, incluindo cães, gatos, morcegos, animais silvestres e pessoas. A Secretaria de Saúde de Goiás descreve a doença como uma encefalite com letalidade de quase 100%.

Segundo o Manual MSD de Veterinária, carnívoros e morcegos são os animais mais afetados. Nas cidades, o controle da raiva depende muito da vacinação de cães e gatos.

Como a raiva é transmitida

O vírus está na saliva do animal infectado. A transmissão acontece principalmente de três formas:

  • Mordida, que é a forma mais comum.
  • Arranhão, que pode levar saliva para a pele.
  • Lambida, principalmente sobre feridas.

A Secretaria da Saúde do Paraná informa que cães e gatos podem eliminar o vírus pela saliva de 2 a 5 dias antes de mostrar qualquer sinal da doença. É por isso que um animal que parece saudável pode, em raras situações, transmitir o vírus.

O papel dos morcegos

Os morcegos podem abrigar o vírus por longos períodos sem parecer doentes. Um morcego caído no chão, voando de dia ou em lugares incomuns merece cuidado redobrado. Não toque nele com as mãos e afaste seus animais.

A raiva transmitida por morcegos já atingiu animais domésticos no Brasil. Em Goiás, por exemplo, a secretaria estadual registrou em 2011 um gato doente em Goiânia infectado por uma variante do vírus típica de morcegos.

Período de incubação

O vírus pode ficar no organismo por semanas antes de causar sinais. Segundo o Manual MSD de Veterinária, a maioria dos cães adoece entre 21 e 80 dias após a exposição, mas esse prazo pode ser bem menor ou bem maior. Em gatos, o intervalo também pode chegar a meses.

Depois que os sinais começam, a evolução é rápida. A Secretaria da Saúde do Paraná informa que a morte ocorre, em média, de 5 a 7 dias após os primeiros sintomas.

Sintomas de raiva em cachorro e em gato

Os sinais mais confiáveis, segundo o Manual MSD, são mudanças de comportamento repentinas e graves e uma paralisia sem explicação que piora com o tempo. A doença pode aparecer de duas formas principais.

Forma furiosa

  • Irritação, agitação e agressividade fora do comum.
  • Ataques diante de barulhos ou movimentos.
  • Postura alerta e ansiosa, com pupilas dilatadas.
  • Perda do medo e da cautela habituais.
  • Mais tarde, convulsões, falta de coordenação e paralisia.

Em filhotes, a doença pode começar com um comportamento carinhoso demais, que dá lugar à agressividade em poucas horas.

Forma paralítica (raiva muda)

  • Paralisia da garganta e da mandíbula.
  • Salivação excessiva e dificuldade para engolir.
  • Mandíbula caída, em cães.
  • Paralisia que se espalha pelo corpo.

Nessa forma, o animal raramente morde. O risco é outro: as pessoas podem se contaminar ao abrir a boca do animal, achando que ele está engasgado.

Sinais iniciais em gatos

Em gatos, o Manual MSD cita também perda súbita de apetite, nervosismo, irritabilidade, isolamento ou o contrário, um gato arisco que de repente fica muito dócil.

SinalForma furiosaForma paralítica
AgressividadeComumRara
Salivação excessivaPode ocorrerMuito comum
Dificuldade para engolirPode ocorrerMuito comum
Paralisia progressivaNa fase finalDesde cedo

Esses sinais também aparecem em outras doenças neurológicas e até em engasgos. Só um exame laboratorial confirma a raiva. Se seu animal tiver crises convulsivas, veja também nosso guia sobre convulsão em cachorro.

Raiva tem tratamento?

Não existe tratamento para o animal depois que os sinais clínicos aparecem. O diagnóstico definitivo só é feito em laboratório, após a morte do animal.

Para as pessoas, a situação é diferente. Quem foi exposto ao vírus pode receber a profilaxia pós-exposição no serviço de saúde, com vacina e, em alguns casos, soro. Quando feita a tempo, ela praticamente garante a proteção, segundo o Manual MSD.

Como prevenir a raiva em cães e gatos

A prevenção é simples e eficaz:

  • Vacine seu cão e seu gato todos os anos. A vacinação anual é a orientação das secretarias de saúde no Brasil. Saiba mais sobre a vacina antirrábica em cães e gatos.
  • Inclua a antirrábica no calendário do filhote. Ela costuma ser aplicada a partir dos 3 meses. Veja o calendário de vacinas para cachorro e o calendário de vacinas para gatos.
  • Vacine também o gato que não sai de casa. O Manual MSD considera a vacinação de gatos fundamental.
  • Evite contato com morcegos e animais silvestres. Não mexa em animais caídos ou doentes.
  • Não se aproxime de cães e gatos desconhecidos, principalmente quando estão comendo, dormindo ou com filhotes.
  • Aproveite as campanhas gratuitas. O manual da Universidade de Brasília para gestores lembra que campanhas com boa cobertura vacinal são essenciais para interromper a circulação do vírus.

O que fazer se seu animal for mordido

Se seu cão ou gato brigou com um animal desconhecido, silvestre ou com um morcego, procure o veterinário no mesmo dia e avise o serviço de zoonoses da sua cidade. Segundo o Manual MSD, um animal vacinado nessa situação deve receber uma nova dose da vacina o quanto antes e ficar em observação. Um animal sem vacina enfrenta medidas sanitárias bem mais rígidas.

Se uma pessoa for mordida, arranhada ou lambida em ferida:

  1. Lave o ferimento com bastante água e sabão.
  2. Procure atendimento médico o quanto antes.
  3. Se o agressor for um cão ou gato, mantenha-o em observação por 10 dias, se possível.
  4. Avise o serviço de saúde se o animal adoecer, sumir ou morrer nesse período.

Quando procurar o veterinário

Procure o veterinário imediatamente, sem manipular a boca do animal, se ele apresentar:

  • Mudança brusca de comportamento, como agressividade ou apatia fora do normal.
  • Salivação excessiva ou dificuldade para engolir.
  • Mandíbula caída ou fraqueza nas patas.
  • Falta de coordenação ou convulsões.
  • Qualquer contato recente com morcego ou animal silvestre.

Se suspeitar de raiva, isole o animal em um local seguro, evite que pessoas e outros bichos se aproximem e ligue para o veterinário ou para o centro de controle de zoonoses antes de transportá-lo.

Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta com um médico-veterinário.

Perguntas frequentes

Como saber se meu cachorro está com raiva?

Os sinais mais confiáveis são uma mudança brusca de comportamento, como agressividade ou apatia fora do comum, seguida de paralisia que piora, com muita salivação e dificuldade para engolir. Só o exame laboratorial confirma a doença.

Gato pode pegar raiva mesmo sem sair de casa?

O risco é menor, mas existe. Morcegos podem entrar em casas e transmitir o vírus. Por isso, gatos que não saem também devem ser vacinados.

Raiva em cachorro tem cura?

Não. Depois que os sinais aparecem, a doença é fatal para o animal. A prevenção pela vacina é a única proteção.

Fui mordido por um cachorro, o que fazer?

Lave bem o ferimento com água e sabão e procure atendimento médico o quanto antes. Se possível, o cão ou gato deve ser observado por 10 dias, e qualquer mudança deve ser avisada ao serviço de saúde.

Fontes

  1. Raiva em cães — Manual MSD de Veterinária (versão para tutores)
  2. Raiva em gatos — Manual MSD de Veterinária (versão para tutores)
  3. Raiva — Secretaria da Saúde do Paraná
  4. Raiva — Secretaria de Estado da Saúde de Goiás
  5. Manual de planejamento de ações de vacinação de cães e gatos contra a raiva — Sala de Situação de Saúde, UnB
  6. Vacinação Contra Raiva Animal em Cães e Gatos — Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo

Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir das fontes acima, sob responsabilidade do editor Ricardo Machado. Conteúdo informativo: não substitui a consulta com um médico-veterinário. Como trabalhamos

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