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Sexta-feira, 23 de outubro de 2026 Nova matéria todo dia às 19h
Saúde

Gato pega carrapato? Como identificar e prevenir

Gatos pegam carrapato com menos frequência que cães, mas o risco existe. Veja onde procurar, como remover e quais produtos são seguros.

Por , editor Publicado em · 5 min de leitura
Gato de pelo claro deitado de lado no colo enquanto mãos com luvas examinam o pelo do pescoço
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial.

Resumo rápido

  • Gato pega carrapato, mas bem menos que o cão; os mais expostos são os que saem de casa ou frequentam quintais com mato e grama alta.
  • Para remover, use luvas e pinça rente à pele, puxe em um único movimento firme e nunca esmague o carrapato com os dedos.
  • Use só produtos aprovados para gatos e escolhidos pelo veterinário, porque alguns carrapaticidas de cães são perigosos para eles.

Sim, gato pega carrapato, embora com muito menos frequência que o cachorro. O risco é maior para gatos que saem de casa, passeiam em quintais com mato ou vivem perto de áreas verdes. Se encontrar um carrapato, remova com luvas e pinça, sem esmagar, e converse com o veterinário sobre prevenção com produto próprio para gatos.

Gato pega carrapato mesmo?

Pega. Carrapatos são aracnídeos que se alimentam de sangue de animais e de pessoas, e o gato pode servir de hospedeiro. A diferença é que os gatos são bem menos afetados que os cães. O que pesa é a exposição: gatos que têm acesso à rua, principalmente em regiões de mata, são atingidos com frequência.

Os carrapatos não voam nem pulam. Eles ficam na vegetação esperando e sobem no animal que passa, guiados pelo calor do corpo, pelo gás carbônico da respiração e pelas vibrações. Preferem áreas sombreadas e úmidas, com folhas no chão, e a faixa de transição entre mato e gramado. Por isso o quintal mal cuidado é um ponto de risco.

Gato pega carrapato de cachorro?

Pode acontecer, porque cães e gatos que dividem o mesmo ambiente ficam expostos aos mesmos carrapatos. Muitas espécies passam a maior parte da vida fora do hospedeiro, no chão, na vegetação ou em frestas. O carrapato-marrom-do-cão, por exemplo, se esconde em rodapés, batentes, paredes e móveis. Se o cão da casa tem carrapatos, vale examinar o gato também e tratar o problema no ambiente. Veja os cuidados com o cachorro em carrapato em cachorro.

Como saber se o gato tem carrapato

Faça a inspeção com calma, de preferência quando o gato estiver relaxado. Passe os dedos pelo pelo e afaste-o para ver a pele, principalmente em:

  • cabeça, rosto e dentro das orelhas;
  • pescoço;
  • peito e barriga;
  • pernas e entre os dedos das patas.

Como identificar:

  • Carrapatos recém-presos parecem achatados, pequenos e escuros.
  • Depois de alguns dias se alimentando, ficam arredondados e inchados de sangue.
  • Também pode haver marcas de picada ou feridinhas na pele.

Aproveite para examinar a caminha e os lugares onde o gato costuma deitar.

Coceira intensa e pontinhos pretos no pelo costumam indicar pulgas, não carrapatos. Os cuidados são outros, e você encontra tudo em pulga em gato.

Carrapato em gato: o que fazer

Carrapato solto no pelo

Se o carrapato ainda não se prendeu à pele, calce luvas e retire-o com um pente fino ou ferramenta parecida. Depois, procure outros no corpo do gato e nos lugares onde ele descansa.

Carrapato preso na pele

  1. Calce luvas.
  2. Segure o carrapato com uma pinça ou um removedor próprio, o mais rente possível da pele.
  3. Puxe reto, em um único movimento firme, para que a cabeça e o corpo saiam juntos.
  4. Coloque o carrapato em um pote com álcool.
  5. Descarte as luvas e lave bem as mãos.

O que evitar

  • Não retire com os dedos e não esmague o carrapato. Agentes de doenças podem entrar por feridas na pele ou pelas mucosas.
  • Não use fósforo, isqueiro ou outra fonte de calor.
  • Não aplique produtos de limpeza, álcool ou qualquer receita caseira sobre o carrapato preso.
  • Não tente remover sozinho muitos carrapatos de uma vez. Em infestações grandes, a remoção deve ser feita pelo veterinário, que pode precisar internar o gato.

Depois da remoção

Observe o local da picada nos dias seguintes. Vermelhidão, inchaço ou secreção pedem consulta. E mesmo quando são poucos carrapatos, vale levar o gato ao veterinário para avaliar possíveis doenças transmitidas.

Doenças que o carrapato pode transmitir ao gato

Das centenas de espécies de carrapatos que existem no mundo, só cerca de uma dúzia transmite doenças que afetam gatos. Mesmo assim, o problema pode ser sério.

ProblemaSinais possíveis no gato
Hemobartonelose (anemia infecciosa felina)Anemia, febre, mucosas amareladas
CitauxzoonoseAnemia, febre, mucosas amareladas
BabesioseAnemia, dificuldade para respirar, alterações neurológicas
Erliquiose (menos comum)Secreção nos olhos, respiração difícil, articulações e gânglios inchados, febre, anemia
Tularemia (menos comum)Febre, gânglios inchados, abdômen sensível, abscessos
Infestação intensaDanos à pele, anemia e até paralisia

Gatos podem ser infectados pela bactéria da doença de Lyme, mas parecem muito resistentes a ela. Feridas causadas pelo carrapato também podem sofrer infecção bacteriana.

Como prevenir carrapato em gatos

A melhor forma de evitar essas doenças é impedir as picadas.

  • Mantenha o gato dentro de casa. Afastar o gato das áreas com carrapatos é a medida mais eficaz.
  • Cuide do quintal. Corte a grama rente, tire mato e ervas daninhas e pode a vegetação.
  • Use só produtos aprovados para gatos. Existem carrapaticidas felinos em diferentes formas, como pipetas de aplicação na pele, comprimidos, coleiras, sprays e xampus. A escolha é do veterinário, conforme a rotina e a saúde do seu gato.
  • Proteja também o cão da casa. Ele divide o ambiente com o gato e também precisa de prevenção indicada pelo veterinário.
  • Examine o gato com frequência, principalmente depois que ele passar algum tempo ao ar livre.

Atenção aos produtos de cachorro

Gatos são muito sensíveis a vários compostos químicos, e alguns carrapaticidas que funcionam bem em cães são perigosos para eles. Nunca use no gato um produto feito para cachorro, nem divida uma embalagem entre os dois. Consulte o veterinário antes de aplicar qualquer produto.

Proteja a família também

Carrapatos picam pessoas e podem transmitir doenças graves, como a febre maculosa. Em passeios por áreas de mato, use roupas claras e calçados fechados, evite sentar na grama e examine o corpo depois. Febre alta, dor de cabeça ou dor no corpo depois de contato com carrapato pedem atendimento médico imediato.

Quando procurar o veterinário

Leve seu gato ao veterinário se ele tiver:

  • muitos carrapatos ou carrapatos que voltam com frequência;
  • vermelhidão, inchaço ou secreção no local da picada;
  • fraqueza, apatia ou falta de apetite nos dias ou semanas depois da picada;
  • febre, gengivas pálidas ou amareladas;
  • dificuldade para respirar, alterações neurológicas ou dificuldade para andar, que exigem atendimento urgente;
  • qualquer reação depois de ter contato com produto antiparasitário de cachorro.

Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta com um médico-veterinário.

Perguntas frequentes

Gato de apartamento pode pegar carrapato?

O risco é bem menor, porque manter o gato dentro de casa é uma das melhores formas de prevenção. Ainda assim, se houver cão que passeia ou carrapatos no ambiente, examine o gato de vez em quando.

Posso usar o carrapaticida do meu cachorro no gato?

Não. Alguns produtos que funcionam bem em cães são perigosos para gatos, que são muito sensíveis a vários compostos químicos. Use apenas produto para gatos, indicado pelo veterinário.

Carrapato de gato passa para pessoas?

Carrapatos picam animais e pessoas. Por isso, use luvas ao remover, não esmague o parasita e lave as mãos depois. Se tiver febre após contato com carrapato, procure um médico.

Fontes

  1. Carrapatos em gatos - Manual MSD de Veterinária (versão para tutores)
  2. Ticks and Your Cat - FAQs - Cornell Feline Health Center
  3. Brown Dog Tick - Northeast Regional Center for Excellence in Vector-borne Diseases (Cornell/CDC)
  4. Prevenção da Febre Maculosa - Prefeitura de Belo Horizonte

Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir das fontes acima, sob responsabilidade do editor Ricardo Machado. Conteúdo informativo: não substitui a consulta com um médico-veterinário. Como trabalhamos

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