Câncer de mama em cadelas e gatas: como prevenir no Outubro Rosa
Castração precoce, exame de toque e consulta ao veterinário estão entre as orientações dos conselhos de medicina veterinária no Outubro Rosa Pet.
Resumo rápido
- Cadelas e gatas podem ter câncer de mama, e a castração precoce é a principal forma de prevenção, segundo os conselhos de medicina veterinária.
- Caroços, inchaço, feridas, secreções e lambedura excessiva nas mamas pedem consulta imediata com o médico-veterinário.
- O exame de toque em casa ajuda a notar alterações cedo, mas não substitui as consultas periódicas.
Em outubro, mês da campanha Outubro Rosa, conselhos regionais de medicina veterinária lembram que cães e gatos também podem ter câncer de mama e que o cuidado com as fêmeas precisa começar cedo. O alerta vem do Conselho Regional de Medicina Veterinária de São Paulo (CRMV-SP) e do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Tocantins (CRMV-TO), que orientam tutores a conhecer os sinais da doença, apalpar as mamas dos animais e procurar o veterinário diante de qualquer alteração.
Cadelas e gatas podem ter câncer de mama?
Sim, cadelas e gatas podem desenvolver câncer de mama, e a doença é mais comum em fêmeas. Segundo o CRMV-SP, entre 1% e 3% dos casos são diagnosticados também em machos.
De acordo com o conselho paulista, os tumores de mama tendem a aparecer em cadelas adultas, entre 4 e 12 anos de idade. Já as gatas podem desenvolver a doença a partir de 1 ano de vida. A médica-veterinária Maria Cristina Santos Reiter Timponi, do CRMV-SP, explica que todas as raças de cadelas, inclusive as sem raça definida, podem ter tumor de mama.
O médico-veterinário e oncologista Rodrigo Ubukata, também ouvido pelo CRMV-SP, afirma que esses tumores têm relação direta com o status reprodutivo do animal. Segundo ele, no Brasil a frequência dos tumores de mama é bastante alta quando se consideram todos os tipos de tumor em animais de estimação.
Outros fatores de risco foram apontados pelos especialistas:
- Cio e pseudogestação: segundo Maria Cristina, a falsa gestação ocorre de dois a três meses após o cio, quando a progesterona fica alta e aumenta a predisposição a tumores mamários.
- Anticoncepcionais: para o CRMV-TO, as injeções anti-cio, feitas com hormônios sintéticos, estão associadas a maior chance de câncer de mama, principalmente em gatas, além de outras alterações hormonais, metabólicas e infecções no sistema reprodutivo.
- Gatas: segundo Maria Cristina, elas têm bem menos tumores de mama que as cadelas, mas, quando aparecem, tendem a ser muito mais agressivos e metastáticos.
Para entender melhor as mudanças hormonais, vale ler o guia sobre o cio da cadela: fases, duração e cuidados e o texto sobre gato no cio: sinais na fêmea e no macho.
Quais sinais indicam câncer de mama em cadelas e gatas?
O principal sinal é um pequeno nódulo ou caroço nas mamas, geralmente nas últimas, de acordo com o CRMV-TO. O conselho tocantinense afirma que a doença começa de forma silenciosa e sutil.
Os sinais descritos pelo órgão incluem:
- caroço ou nódulo em uma ou mais mamas;
- inchaço na região das mamas;
- feridas;
- secreções;
- dor ao toque ou desconforto na região;
- lambedura excessiva das mamas.
Se qualquer volume anormal for encontrado, a orientação do CRMV-SP é levar o animal imediatamente ao veterinário, especialmente se o caroço aumentar rapidamente.
Como fazer o exame de toque nas mamas do pet?
O exame de toque consiste em apalpar cada uma das mamas da cadela ou da gata para sentir se existe algum caroço, conforme orienta o CRMV-TO. Segundo o conselho, ele pode ser feito durante um carinho ou uma brincadeira e deve ser repetido sempre que possível.
Um passo a passo simples, sugerido pela redação a partir dessas orientações:
- Aproveite um momento de carinho ou brincadeira com o animal.
- Apalpe cada mama, uma de cada vez, atento a qualquer caroço, inchaço ou desconforto.
- Observe também se há feridas ou secreções na região.
- Ao notar algo diferente, marque consulta com o médico-veterinário sem demora.
O próprio CRMV-TO ressalta que o exame feito em casa não dispensa a consulta periódica com o profissional. Segundo Ubukata, ensinar os tutores a examinar as mamas é um dos objetivos das ações do Outubro Rosa Pet.
A castração previne o câncer de mama?
Sim, a castração é apontada como a forma mais segura e eficaz de prevenção do câncer de mama em cadelas e gatas, segundo o CRMV-TO e o CRMV-SP. O momento da cirurgia, porém, faz diferença.
| Animal | O que dizem os especialistas do CRMV-SP |
|---|---|
| Cadela | A castração antes do primeiro cio ou logo depois dele é a melhor forma de prevenção. Ubukata cita estudos desde 1968 indicando que, castradas antes do primeiro cio, por volta dos 6 meses, as cadelas reduzem em 99% a chance de tumor de mama. |
| Gata | Segundo Ubukata, a castração previne mais de 90% dos tumores de mama malignos. |
Ubukata alerta ainda que, em animais com dois ou três anos de idade ou mais, a castração perde o efeito protetor contra o tumor de mama. Ele acrescenta que o procedimento também tem papel na posse responsável, na redução de animais abandonados e no controle de zoonoses, doenças transmitidas dos animais para as pessoas.
Sobre a cirurgia em felinos, veja o guia de castração de gatos: idade, benefícios e pós-operatório. A decisão sobre o melhor momento deve ser tomada junto ao veterinário.
Como é feito o diagnóstico e o tratamento?
O diagnóstico começa com a avaliação do veterinário, que pode pedir uma citologia aspirativa para saber se o nódulo é benigno ou maligno, segundo Maria Cristina, do CRMV-SP.
De acordo com a médica, em geral se sugere a retirada cirúrgica do nódulo, acompanhada de exames pré-operatórios, como hemograma, avaliação das funções renal e hepática e, especialmente, raio X de tórax e ultrassom abdominal. O motivo é que, em tumores malignos, pode já haver metástase em outros órgãos.
Na avaliação da especialista, a cirurgia é a melhor opção de tratamento, porque muitas quimioterapias não funcionam bem em tumores mamários. Ela afirma que, quanto mais rápida a intervenção, menor a chance de metástase e de sofrimento do animal. Cada caso, contudo, deve ser conduzido pelo médico-veterinário.
O que é a campanha Outubro Rosa Pet?
O Outubro Rosa Pet é uma iniciativa de conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama em animais de companhia, que acompanha o Outubro Rosa dedicado às mulheres. Em 2020, médicos-veterinários coordenados pelo professor Geovanni Dantas Cassali, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), reforçaram a Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer de Mama em Animais de Companhia pelas redes sociais, segundo a Agência Brasil.
Mais informações sobre a campanha podem ser encontradas no perfil @outubrorosapet, no Instagram, e no conselho regional de medicina veterinária do seu estado.
Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta com um médico-veterinário.
Perguntas frequentes
Cachorro e gato têm câncer de mama?
Sim. Segundo o CRMV-SP, a doença é mais frequente em fêmeas, mas entre 1% e 3% dos casos aparecem também em machos.
Como saber se minha cadela ou gata tem câncer de mama?
Os sinais incluem caroço nas mamas, inchaço, feridas, secreções, dor ao toque e lambedura excessiva, segundo o CRMV-TO. Apenas o veterinário pode confirmar o diagnóstico, então qualquer alteração exige consulta.
Castrar previne câncer de mama em cadelas e gatas?
Sim. Segundo o CRMV-SP, castrar a cadela antes do primeiro cio reduz em 99% a chance de tumor de mama, e na gata a prevenção chega a mais de 90% dos tumores malignos. O efeito protetor se perde em animais com dois ou três anos ou mais.
O anticoncepcional para cadelas e gatas aumenta o risco de câncer de mama?
De acordo com o CRMV-TO, as injeções anti-cio estão associadas a maior chance de câncer de mama, principalmente em gatas, e a outras complicações no sistema reprodutivo.
Fontes
- Outubro Rosa Pet alerta para câncer de mama em cadelas e gatas (Agência Brasil)
- Outubro Rosa Pet: mês de prevenção do câncer de mama em gatas e cadelas (CRMV-TO)
Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir das fontes acima, sob responsabilidade do editor Ricardo Machado. Conteúdo informativo: não substitui a consulta com um médico-veterinário. Como trabalhamos
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